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Penca de Filmes dos Anos 1970



Seguem curtas anotações sobre alguns filmes lançados ao longo da década de 1970 (notas dos filmes entre parênteses – escala de 1 a 5):


Ashram in Poona: Bhagwan's Experiment (1979): Documentário apologista do guru trapaceiro Osho Rajneesh filmado em Pune, India. Mostra a loucura como se sã fosse. Involuntariamente acabou ajudando a alertar as pessoas para o perigo que Osho representava. (1)


Hardcore (1979): Empresário do Meio-Oeste se aventura no submundo da pornografia na Califórnia na procura da sua filha adolescente. Poderia ter dado mais ênfase ao horror da desumanização da garota. O diretor Paul Scharader, notório ideólogo da revolução, ao final do filme indica que haveria dois mundos incomunicáveis e inconciliáveis: o antigo mundo ordenado do pai e o novo mundo caótico no qual a filha caiu – mas exite um só mundo ordenando onde o caos pode abater nossa alma, cabendo a nós impedir que isto ocorra. Como sempre vemos um George C. Scott intenso e efetivo. (3)


I… Comme Icare (1979): Thriller político francês com Yves Montand inspirado nas teorias em torno do assassinato de JFK. O roteiro é repleto de incongruências. Mas vale pela representação do experimento de Stanley Milgram sobre a obediência à autoridade. (3)


Star Trek – The Motion Picture (1979): Era melhor terem deixado o clássico de TV quieto. Festival woke, principalmente quando escrito e dirigido por Leonard Nimov e sua filosofia pueril. Seguiram-se mais cinco filmes: Star Trek II: The Wrath of Khan (1982), Star Trek III: The Search for Spock (1984), Star Trek IV: The Voyage Home (1986), Star Trek V: The Final Frontier (1989) e Star Trek VI: The Undiscovered Country (1991) – todos com qualidade decrescente enquanto avançava a idade dos atores. Os últimos filmes foram deprimentes. (2)


The In-laws (1979): Às vésperas do casamento dos filhos, os sogros embarcam em uma série de desventuras envolvendo a CIA, o Departamento do Tesouro e ditadores centro-americanos. Comédia com enredo absurdo e nenhuma graça. (1)


Tess (1979): Obstinada jovem camponesa atrai o interesse de dois homens. A cinematografia é de tirar o folego, diversas tomadas parecem verdadeiros quadros. Mas a atuação do casal principal é fraca e o romance de Thomas Hardy, fonte da narrativa, é pouco inspirador. Dirigido por Roman Polanski. (3)


Time After Time (1979): Fantasia onde H.G. Wells viaja no tempo em perseguição a Jack the Ripper. Lento e tolo. (1)


A Volta do Filho Pródigo (1978): Escrito e dirigido por Ipojuca Pontes. No seu retorno o filho pródigo não encontraria o pai, já morto, e buscava sua mãe. Na ausência do Espírito restou Gaia enlouquecida. O filho errou na vida e recorda-se apenas de quando pequeno (pai ainda vivo). Não há vida sem o Espírito (Deus abandonou o Nordeste? Não. O homem esqueceu-se de Deus). Tem o mérito de não descambar na exploração ideológica e piegas dos problemas nordestinos, e a bela atuação de Dilma Lóes. (3)


Force 10 of Navarone (1978): Frustrada tentativa de capitalizar sobre The Guns of Navarone de 1961. Não conseguiram melhorar nem os efeitos especiais. (2)


3 Women (1977): Três mulheres desajustadas trocam personalidades até transfonarem-se numa unidade familiar. Equivocada tentativa de uma versão americana de Persona (1966) do sueco Bergman. O diretor Robert Altman disse que o filme lhe veio num sonho, mas acabou transformando-o em um pesadelo para a audiência. (1)


Julia (1977): A mando de uma velha e querida amiga, a dramaturga Lillian Hellman empreende a perigosa missão de contrabandear fundos através da Alemanha nazista. O diretor Fred Zinnemann até que consegue extrair alguma tensão e drama do morno material baseado no romantizado livro de memórias de Lillian Hellman (Pentimento (1973)). Mas a apologia socialista encarnada na personagem Julia é tão falsa e descarada que tira qualquer chance de um bom entretenimento. (2)


Saturday Night Fever (1977): Reflete a geração fútil e desorientada subsequente ao movimento hippie. Icônico da efêmera mania disco. (3)


The Last Wave (1977):Interessante atmosfera alusiva e ominosa empreendida neste thriller que explora algo da mitologia aborígenes. Pena que a vontade do diretor Peter Weir em destilar ideologia tenha tolhido algo do clima fantasmagórico. Escalar o canastra Richard Chamberlain como protagonista também não ajudou.(3)


In Deserto dei Tartari (1976): Não faz justiça ao romance. (2)


Logan’s Run (1976): Traz algumas boas ideias como a crítica à eutanásia e importância da família, mas o final é deplorável. (1)


The Man Who Fell to Earth (1976): Apenas a (fraca) presença de David Bowie, as críticas exacerbadas aos EUA, e uma direção pretensiosa explicam o culto em torno deste filme. (2)


French Connection II (1976): Vale apenas para ver a conclusão da história. John Frankenheimer errou na mão com a longa sequências de intoxicação e desintoxicação, por mais que isto sirva como alerta para o horror das drogas. (2)


Obsession (1976): Empresário de Nova Orleans fica obcecado por uma jovem que se parece com sua falecida esposa. Thriller errático do diretor Brian De Palma em infrutuosa tentativa de fazer sua versão de Vertigo (1958). (2)


Monty Python and the Holy Grail (1975): O melhor trabalho cinematográfico do grupo Monty Python. Parte dos lucros do álbum The Dark Side of the Moon do Pink Floyd foram destinados ao financiamento deste filme. A banda era tão fã do show que parava as sessões de gravação apenas para assistira série de TV Monty Python’s Flying Circus. É facilmente a melhor comédia nonsense já feita. (5)


Night Moves (1975): Gene Hackman como o detetive particular Harry Moseby. Final corrido e pouco crível. Debute da atriz Melanie Griffith aos 18 anos. (2)


Rosebud (1975): Palestinos sequestram grupo de filhas de milionários. Poderia ser um bom filme sobre resgate, mas é prejudicado pela irreprimível efeminação e canastrisse de Peter O'Toole, e placitudes sobre o conflito no Oriente Médio. (2)


The Drowning Pool (1975): Paul Newman volta a interpretar o detetive Harper. Pior que o primeiro filme. (2)


The Prisoner of Second Avenue (1975): Atuações excelentes de Jack Lemmon e Anne Bancroft, e boas tiradas cômicas. E ainda melhor por transmitir o sentimento de que estamos neste mundo para nos ajudar uns aos outros, principalmente em família. (3)


The Front Page (1974): Editor implacável tenta fazer com que seu principal repórter cubra mais uma história de crime antes de se aposentar. Baseado na peça homônima de Ben Hecht e Charles MacArthur encenada peça primeira vez em 1928. Howard Hanks já havia adaptado a peça para o cinema em His Girl Friday (1940). Nem a química entre os protagonistas Walter Matthau e Jack Lemmon salva este revés do diretor Billy Wilder. (2)


Murder on the Orient Express (1974): Não é ruim. Mas todos os filmes com Poirot ficaram menores em comparação à personagem encarnada por David Suchet na série televisiva. (3)


Phase IV (1974): Versão do enredo de Invasion of the Body Snatchers (1956), mas desta vez com final apocalíptico. Notar o fascínio do cientista com a sociedade teoricamente perfeita. No final o mundo sucumbe ao coletivismo com a adesão inicial de cientistas ateus e da juventude irracional. Rara oportunidade de ver a bela e mal-afamada Lynne Frederick (1954-1994). (2)


The Parallax View (1974): O filme parece vir na esteira do assassinato de Kennedy e a negativa de conspiração naquele evento. O enredo é bem fantasioso e o processo de escolha-preparação dos assassinos é obscuro. Ao menos funciona como alerta do erro em rotular como "teoria da conspiração" aquilo que querem varrer para baixo do tapete. Péssima atuação do ator Warren Beatty. (3)


The Taking of Pelham One Two Three (1974): Poucos filmes capturaram a atmosfera novaiorquina dos anos 1970 como este thriller. Excelentes atuações tornaram o filme difícil de replicar, como provaram as frustradas tentativas em 1998 e 2009. (4)


The Yakuza (1974): Atraente filme de ação em meio aos aspectos culturais japoneses e o correspondente contraste com os hábitos ocidentais. Dirigido por Sydney Pollack, o filme teve mais impacto na década de 1970 quando o “milagre japonês” ainda fascinava o mundo. Quinze anos depois o ator Ken Takanara repetiria uma similar despedida no aeroporto em Black Rain (1989) de Ridley Scott. (3)


Turkish Delight (1973): Uma jovem oferece carona a um escultor e acaba embarcando em um difícil romance com ele. Trabalho que colocou o diretor Paul Verhoeven no mapa cinematográfico, mais pela aberração progressista do que por alguma qualidade temática ou técnica. Um filme grosseiro, nojento e insensível. (1)


Don't Look Now (1973): O diretor experimenta nas tomadas e edição, daí talvez a certa fama alcançada pelo filme. O tema, as armadilhas que nossa mente pode nos preparar, tem seu interesse, mas é lentamente construído e tem final decepcionante, apesar da aparição da anã ser impactante. (2)


Soylent Green (1973): Na esfera das distopias fomentadas pelo Clube de Roma e as Fundações para gerar medo da suposta superpopulação. (2)


The Stone Killer (1973): Tentativa de fazer de Charles Bronson um novo Dirty Harry. Mas falha miseravelmente ao querer agradar a esquerda fazendo dos Panteras Negras vítimas do governo e dos veteranos do Vietnã mercenários assassinos. (2)


The thief who came to dinner (1973): Apologia ao crime e ataque as instituições do casamento, religião e trabalho. Nem a figura de Jacqueline Bisset salva o filme. (2)


The Wicker Man (1973): Terror onde pagãos que sacrificam vítimas humanas a Gaia levam a melhor. O filme soa profético olhando o bisonho comportamento humano nos dias presentes. (1)


West World (1973): Mau funcionamento de um robô provoca terror em turistas desavisados num parque de diversões futurista para adultos. Aqui o robô é o que é: uma máquina. Bem diferente da ridícula adaptação da HBO onde os robôs são mais humanos que o homem. (2)


World on a wire (1973): Mini série sci-fi dirigida por Rainer Werner Fassbinder para a televisão alemã. Baseado no romance Simulaceon-3 de Daniel F. Galouye. Pretensão filosófica piorada com bisonhas experimentações cinematográficas. (2)


Avanti! (1972): Empresário de sucesso vai à Itália para providenciar a devolução do corpo de seu pai, e descobre que ele faleceu nos braços de sua amante de longa data.

Comédia romântica que gira em torno de um dos temas preferidos do diretor Billy Wilder: os conflitos comportamentais entre a América, onde trabalhou, e a Europa, onde nasceu. Tem momentos engraçados, principalmente com os esteriótipos italianos, mas e leviandade com a qual o adultério é apresentado incomoda. (3)


La Vallée (1972): Filme musicado por Pink Floyd, e só. Bobagem hiponga anacrônica atacando os valores ocidentais. (1)


Play it again, Sam (1972): Escrito mas não dirigido por Wooddy Allen. A premissa é boa, mas poucas piadas divertem, e Allen faz um humor físico que não funciona. (2)


Prime Cut (1972): Típico Lee Marvin: um sujeito mau aniquilando bandidos. Mas pouca coisa funciona neste filme apesar da presença do sempre intenso Gene Hackman e da estreante Sissy Spacek. Personagens mal construídas e cenas de ação tão pouco críveis quanto carentes de empolgação. (2)


The New Centurions (1972): Filme realista sobre o drama de ser policial. Um dos favoritos da família Reagan na série televisiva Blue Bloods. Com George C. Scott no papel principal. (3)


What's up, doc? (1972): Acidental confusão entre quatro malas idênticas leva a uma série de situações cada vez mais malucas. Comédia romântica dirigida por Peter Bogdanovich com Barbra Streisand e Ryan O’Neal. Tentativa de homenagear Bringing Up Baby (1938) de Howard Haws. Funciona na Sessão da Tarde. (2)


Get Carter (1971): Gangster londrino viaja para Newcastle para investigar a morte do seu irmão. Ao menos o bandido-herói morria nos anos 70, hoje são idolatrados. Cenas de ação pouco inspiradas. Personagem interessante mas algo caricata. Exagero com as conquistas amorosas do protagonista. (2)


Klute (1971): Detetive de uma pequena cidade procura um homem desaparecido com base em apenas uma pista: uma prostituta de Nova York. Supervalorizado filme de Alan J. Pakula. Apresenta uma interessante atmosfera de ansiedade urbana, e algumas boas cenas (e.g. Bree ouvindo ruídos vindos do telhado). Mas o que pode interessar a alguém os dramas de uma prostituta? (2)


La classe operaria va in paradiso (1971): Operário consciencioso se envolve em ativismo político depois de cortar acidentalmente o dedo trabalhando em uma máquina. Panfleto revolucinário, com personagens esquemáticas, principalmente os dirigentes da fábrica. A tentativa de relacionar homem e máquina já tinha sido feita de forma muita mais bela por Chaplin em Modern Times. De resto meros slogans ideológicos – nem Tio Patinhas, coitado, escapa da fúria revolucionária do diretor Elio Petri. (2)

Macbeth (1971): Ambicioso senhor escocês toma o trono com a ajuda de sua intrigante esposa e de um trio de bruxas. Extremamente violento. Polanski parece insinuar que não há nada além do horror, num círculo vicioso de sangue. As atuações são competentes, mas banaliza o drama de Shakespeare a um simples “vale tudo” pelo poder. (2)


Out 1, noli me tangere (1971): Após a agitação civil de maio de 1968 na França, um surdo-mudo e um vigarista tropeçam nos restos de uma sociedade secreta. Treze horas de pura pretensão cinematográfica de Jacques Rivette, simplesmente insuportável. Um símbolo do que a Nouvelle Vague teve de pior. (1)


The Andromeda Strain (1971): Equipe de cientistas trabalha em um laboratório secreto de última geração para descobrir o que matou os cidadãos de uma pequena cidade e descobrir como esse contágio mortal pode ser evitado. Invasão biológica do espaço sideral – versão do romance de Michael Crichton. A lama verde em rápida expansão é como as várias ameaças viscosas dos despretensiosos thrillers de ficção científica dos anos 50. Robert Wise opta por um estilo de documentário realista, e entrega um filme com suspense angustiante. (4)


Two-Lane Blacktop (1971): Durante uma corrida de arrancada pelo sudoeste americano em um Chevrolet 150, um motorista e seu mecânico cruzam com um enigmático carona e o motorista de um GTO. Road-movie lento e enigmático de Monte Hellman (1929-2021). Quase não tem história mas prende sua atenção e, por alguma razão, fica em sua mente. Alienação parece ser a tônica do filme. (4)


THX 1138 (1971): No século 25, uma época em que as pessoas têm designações em vez de nomes, um homem, THX 1138, e uma mulher, LUH 3417, rebelam-se contra a sua sociedade rigidamente controlada. Extravagância sci-fy de George Lucas para celebrar o herói que rompe com os limites de conformidade e homogeneidade impostos por um estado totalitário. Qualquer semelhança com a caverna de Platão não é mera coincidência. (2)


Colossus: The Forbin Project (1970): Pensando que isto garantirá a paz, governo dos EUA dá a um supercomputador controlo total sobre o lançamento de mísseis nucleares. Mas o que o computador faz com o poder é inimaginável para os seus criadores. Baseado em livro de D.F. Jones. Clássica história da criatura revoltando-se contra o criador. Explora a guerra fria e o risco do aniquilamento nuclear. Soa como um aviso contra a húbris humana e a tecnocracia positivista e coletivista. (4)


Hi, mom! (1970): Veterano do Vietnã se muda para um apartamento, espia mulheres nas janelas do outro lado da rua, conhece uma das mulheres e descobre o teatro negro. Brian de Palma ainda em início de carreira em péssimo filme de protesto na linha da famigerada Teoria Crítica da Escola de Frankfurt. Mera propaganda ideológica na linha vitimista, com ênfase nos negros, feita por gente cuspindo para cima. (1)


Indagine su um cittadino al di sopra di ogni sospetto (1970): Chefe dos detetives da seção de homicídios mata sua amante e deixa deliberadamente pistas para provar sua responsabilidade pelo crime. Uma boa ideia destruída pela ideologia subversiva. Fazem da personagem principal um homem de palha contra o qual despejam os crimes comuns aos governos comunistas – “acuse-os do que você faz”. (2)


Joe (1970): Dois homens – o rico Bill e o operário Joe – formam um vínculo perigoso depois que Bill confessa o assassinato do namorado traficante de drogas de sua filha. Filme panfletário visando atacar conservadores e republicanos, pintando-os como sanguinários assassinos invejosos dos jovens liberais. Péssimo filme de John G. Avildsen que depois faria Karate Kid e Rocky. (1)


Le Boucher (1970): Improvável amizade entre um açougueiro e uma professora coincide com uma série terrível de assassinatos em uma cidade provincial francesa. Melhor filme do diretor Claude Chabrol (1930-2010). O encontro de duas almas desajustadas com final dramático. Quem é o psicopata? Ele, ela, ambos? Tente desvendar a resposta no rosto dela ao final. (4)


Rio Lobo (1970): Após a Guerra Civil, Cord McNally (John Wayne) procura os dois traidores que causaram a derrota da unidade de McNally e a perda de um amigo próximo. Último filme de Howard Hawks aos 74 nos de idade. John Wayne, aos 63 anos e com sérios problemas de saúde, teve que ser substituído por um dublê em várias cenas. Outras más decisões de casting, como Christopher Mitchum, o ator mexicano Jorge Rivero e a péssima Jennifer O’Neill, também prejudicaram o resultado final. O filme tem um excelente início mas perde impacto na segunda metade, sendo muito inferior aos anteriores Rio Bravo e El Dorado. Vale apenas pela primeira parte do filme como despedida de Howard Hawks e de sua parceria com John Wayne. (3)


The Ballad of Cable Hogue (1970): Um vagabundo acidentalmente tropeça em uma nascente de água e cria uma lucrativa estação intermediária no meio do deserto. Western em tom de comédia que se alonga demais em várias cenas – uma espécie de calmaria entre as tempestades dirigidas por Sam Peckinpah. (2)


The Private Life of Sherlock Holmes (1970): Um entediado Holmes assume ansiosamente o caso de Gabrielle Valladon após um atentado contra sua vida, a busca por seu marido desaparecido leva ao Lago Ness e ao monstro lendário.Arthur Conan Doyle teria vergonha deste roteiro, uma brincadeira fracassada com sua famosa personagem. Bola fora de Billy Wilder. (2)

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