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William Friedkin (1939-2023)


Most films should really be watched with your emotions, rather than with your intelligence. Most of the films that interest me move me on an emotional level, or they don’t, and that’s how I watch them. I’m not looking to filmmakers or guys who work in the movie business for philosophy, or ideology, or psychology.

– William Friedkin a alunos da New York Film Academy em 2016



Reconhecido com um dos “whiz kids” do cinema americano dos anos 70, William Friedkin, um excelente técnico, fez fama com dois blockbusters sucessivos em três anos: The French Connection e O Exorcista.


Seus filmes apresentam heróis pouco convencionais em situações estranhas ao espectador comum. Tecnicamente, Friedkin muitas vezes parece mais preocupado em criar um clima e estabelecer uma atmosfera do que com o progresso da narrativa ou o desenvolvimento das personagens.

The French Connection (1971): Baseado em um livro de não-ficção de Robin Moore, leva o nome da (então) forma mais comum de contrabando de heroína para os EUA. O filme tem a cara dos anos setenta, ao menos pelo prisma da desilusão. Numa New York feia e sórdida, Jimmy “Popeye” Doyle (Gene Hackman) é uma caricatura do policial novaiorquino daqueles anos projetado para alimentar a paranoia dos espectadores sobre a polícia. Como Dirty Harry, Popeye luta contra o sistema em sua obsessiva perseguição contra os celerados, mas sem a fleuma daquele. Um filme emocionante e com uma atmosfera desoladora, como os filmes da década de 1970 gostavam de criar.



Após o sucesso dos filmes acima sua carreira estancou e ele nunca mais experimentou a ribalta. O primeiro fiasco de bilheteria veio com Sorcerer (1977), uma repaginação de Le salaire de la peur (1953) de Henri-Georges Clouzot – é melhor que o original, menos panfletário, existencialista e niilista, mas também não funciona. E To Live and Die in L.A. (1985), com uma disfarçada repaginação do detetive Popeye (The French Connection), seria seu canto do cisnei.

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