Dublinenses de James Joyce



Personagem Principal Gabriel Conroy – protagonista de Os Mortos

Interpretação O livro apresenta 15 contos que refletem a visão ácida que Joyce tinha da cidade de Dublin: hipócrita, opressora, mesquinha, mentalidade estreita e subserviente a Igreja Católica contra a qual o autor se debatia. Dublin seria o centro de paralisia, excessivamente convencional e isolada do mundo.


Os contos seriam capítulos da história moral da cidade, divididos em três sobre a infância, quatro sobre a adolescência, quatro sobre a vida madura, três sobre a vida pública e um, o último (Os Mortos), como o sumário de tudo.


O foco das histórias não está nos acontecimentos externos, mas sim no que se passa internamente nas personagens, nos ajustes mentais, transformações pelas quais elas passam. Cada conto termina numa epifania (assim definida por Joyce), momento que uma verdade é inesperadamente revelada à personagem.


As histórias são carregadas de alegorias (a missão medieval do menino em Arábia) e referências (os nomes de Gabriel e Michael em Os Mortos).


Em linha com o movimento modernista, Joyce projeta seus sentimentos sobre o mundo, neste caso Dublin. Seus sentimentos de amargura são projetados sobre toda a cidade e seus habitantes. A realidade perde importância para os sentimentos íntimos da artista.



Notas

  • James Joyce (1882-1941) nasceu na Irlanda.

  • Publicou Dublinenses em 1914. Outras obras destacas são: Um Retrato do Artista Quando Jovem (1916), Ulisses (1922) e Finnegans Wake (1939).

  • Joyce destacou-se pelo uso inventivo da linguagem, incorporação de arquétipos e mitos no seu trabalho, seu conceito de epifania e o domínio da narrativa conhecida como fluxo de consciência.

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