Youth (2015)


Sorrentino faz um cinema pictórico: há frames que parecem um verdadeiro quadro irradiando beleza em sua composição e cores. Porém sua temática fica abaixo da beleza estética.

Ao retratar a velhice como a perda de algo, Sorrentino rebela-se contra o Criador. A fala da personagem do famoso ator que não quer representar o horror mas sim os desejos revela a preferência do diretor pelos aspectos terrenos, materiais e animalescos, afastando-se do transcendente – repetindo a mensagem implícita em A Grande Beleza.

Seu esteticismo fica claro na sequencia final quando os sentimentos pela esposa, e ela própria, seriam perpetuados na beleza da sua música.

Filme Nota 3 (escala de 1 a 5)