The Worst Person in the World (2021)
- Cultura Animi

- 10 de mar. de 2021
- 1 min de leitura
Atualizado: 29 de dez. de 2025

Qual a atração em assistir ao longo de pouco mais de duas horas a passagem de quatro anos da existência de uma norueguesa desinteressante, egocêntrica e egoísta? De uma mulher de trinta e poucos anos que assiste a vida deixando-a para trás enquanto vive uma eterna adolescência? De uma muliada que sorri de satisfação quando tem um aborto espontâneo? Nenhuma.
Com muita boa vontade se poderia extrair do filme do filme dirigido pelo norueguês Joachim Trier a noção de dificuldade em encontrar uma pessoa quando ainda não se conhece a sim mesmo, ou então da perda de melhor juízo quando apaixonado, ou ainda o quão decepcionantes tendem a ser os sonhos de amor-perfeito. Mas isso só poderia funcionar se as personagens fossem adolescentes, o que não é nem de longe o caso aqui.
Involuntariamente o filme acaba retratando uma sociedade espiritual, intelectual e moralmente decadente. Suposta jornada de autoconhecimento que não sai da espiral de promiscuidade, vícios e inconsequência, verborreia com pretensão de erudição, e fragilidade emocional (com direito a ecochatos e feminazis) são a tônica da narrativa.
Involuntário também deve ter sido o título do filme. Provavelmente queria referir-se a como as pessoas devem sentirem-se ao tomar decisões equivocadas e cometer erros crassos, mas acaba (hiperbolicamente) descrevendo a protagonista.
Filme Nota 1 (escala de 1 a 5)


