Taxi Driver (1976)



Direção, fotografia, atuações, trilha… tudo funciona em TaxiDriver. O enredo desenvolve-se num crescendo, conforme avança a demência do protagonista, até a sangrenta apoteose. A única falha é apresentar Travis como um ex-mariner, pois ele não teria durado cinco minutos na instituição.

E aí está o principal problema do filme. Travis precisava ser um ex-militar, pois o roteiro poderia ter sido assinado por Hebert Marcuse como um exemplo de sua idiótica teoria desenvolvida em Eros e Civilização: a repressão sexual provoca a violência, e o capitalismo reprime sexualmente seus jovens para melhor usá-los na guerra – ideia que colocou na boca da massa ignara slogans como “faça amor, não faça a guerra” e “paz e amor, bicho”.

Quando o filme foi lançado, esta mistura de marxismo e freudismo de mais este demente da Escola de Frankfurt ainda estava bastante em voga, e a guerra do Vietnã tinha recém-terminado. A usina revolucionária de Hollywood adorava produzir filmes que denegrissem o país e sua sociedade, e Taxi Driver parece não fugir à regra.

Tudo no filme transpira decadência e insanidade, vemos um retrocesso civilizacional sem perspectiva de redenção. Mais que a história de um sujeito psicótico, parece querer mostrar uma sociedade doente. Teria sido esta intenção do roteirista e do diretor? Creio que nunca saberemos.

Filme Nota 4 (escala de 1 a 5)