Roma (2018)


As reminiscências de uma pessoa podem ecoar naqueles que viveram na mesma época e lugar. Daí Roma talvez ser mais relevante aos mexicanos da mesma idade do diretor. Os retalhos destas reminiscências são cozidos a ponto precário (obrigado Machado de Assis) com o drama de duas mulheres: patroa e empregada. Parece que aqui o diretor despejou suas táticas mercadológicas para agradar críticos e idiotas úteis, pois as mulheres sofrem nas mãos dos homens malvados. Somam-se às táticas mercadológicas o gratuito nudismo frontal masculino e a vitimização dos revolucionários universitários comunistas.

Mais um filme que a bela fotografia e enquadramentos inteligentes não salvam da prostração diante da agenda de reengenharia social e o consequente distanciamento da nossa natureza.

Filme Nota 2 (escala de 1 a 5)