Richard Jewell (2019)



O filme traz a marca do seu diretor: narrado com bom ritmo, excelentes atuações, nada em demasia e nada faltante. O caso de Richard Jewell serve como alerta aos constantes perigos da mídia e do poder estatal. É notório que jornalistas e editores se preocupam mais com suas carreiras e o lucro de seus veículos do que com a verdade e a justiça; e pior, constantemente distorcem a realidade para adequá-la a sua ideologia. Também chama atenção o crescente poder do Estado sobre o indivíduo, principalmente quando em mãos de pessoas inescrupulosas. A vulnerabilidade do indivíduo diante da união destas duas forças é estarrecedora.


Outro aspecto positivo é o roteiro bastante fiel aos fatos, com doses mínimas de licenças dramáticas. A mais intrigante destas liberdades criativas é o ardil usado pela jornalista para extrair a informação do agente do FBI de que Jewell estava sendo investigado. Apesar da jornalista real ter casos amorosos com membros da polícia de Atlanta, beber em demasia e ter morrido de overdose poucos anos após aquele evento, nada garante que ela tenha se rebaixado ao nível de uma típica jornalista da Folha de São Paulo e se oferecido sexualmente em troca da notícia.


Filme Nota 4 (escala de 1 a 5)

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