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Penca de Filmes de 2016


Seguem curtas anotações sobre alguns filmes lançados em 2016 (notas dos filmes entre parênteses – escala de 1 a 5):


Allied: Em 1942, oficial de inteligência canadense no Norte da África encontra uma mulher combatente da Resistência Francesa em missão atrás das linhas inimigas. Roteiro esburacado, sem ritmo e com final previsível. Dirigido por um Robert Zemeckis em decadência. (2)


Arrival: Linguista trabalha com os militares para se comunicar com formas de vida alienígenas depois que doze naves espaciais aparecem ao redor do mundo. Muito barulho para uma história sobre a protagonista versus ela mesma, lidando com o prenúncio da dor e de sua própria alienação. Cansativo e desinteressante trabalho de Denis Villeneuve. (2)


Black and White Stripes: The Juventus Story: História do time italiano com foco na família Agnelli. Faltou futebol. (1)


Café Society: Na década de 1930, um nativo do Bronx muda-se para Hollywood e se interessa por uma jovem que está saindo com um homem casado. Um Woody Allen menor, narrando insípido triângulo amoroso. (2)


Captain America: Civil War: Diferenças políticas causa rixa entre o Capitão América e o Homem de Ferro. Apesar do interessante debate entre lei e liberdade, não dá para aguentar a mesmice e bobajada de super-heróis. (2)


Captain Fantastic: Pai esquerdista deseja criar os seus seis filhos com uma rigorosa educação física e intelectual, incluindo adoração a Noam Chomsky (sim , é verdade!). Demasiadamente irritante e abominável para ser divertido ou satisfatório, a menos que você concorde com a ideologia da personagem-título. Sem intenção, tem como positivo o fato de mostrar como os esquerdistas dizem amar a humanidade mas odeiam o próximo, e enaltecer o homeschooling. (1)


Cinema Novo: Documentário que procura elogiar o movimento mas apenas consegue provar que não passava de propaganda política de baixa qualidade cinematográfica. Reparar no vazio de sentido dos depoimentos, na falta de unidade na mensagem do documentário – eles não tinham nada a dizer. “Sucesso internacional” restrito a alguns festivais politicamente tendenciosos, nunca teve penetração no grande público por ser incapaz de conectar-se com o mesmo. Tudo não passava de aplicações do molde de realismo socialista ditado pelo Cominform. (1)


Climate Hustle: Revela a história da histeria climática, examinando a ciência em ambos os lados do debate, investigando a política e o entusiasmo da mídia em torno da questão. Concluindo que climate change (ex-global warming e ex-extreme weather) não passa de um golpe político e financeiro. (3)


Creepy: Pordução japonesa. Detetive aposentado é convidado a investigar um antigo caso de família desaparecida. Começou bem, mas o inexplicável comportamento da esposa do protagonista põe tudo a perder. (2)


El Ciudadano Ilustre: Divertida comédia argentina de humor negro. Faz pensar o quanto enaltecemos uma pessoa apenas pelo reflexo que ele pode projetar em nós mesmos. (4)


Elle: Empresária de sucesso se envolve em um jogo de gato e rato enquanto rastreia o homem desconhecido que a estuprou. Contribuição francesa ao político #metoo dirigida por Paul Verhoeven em acelerada decadência. Que dizer de um filme no qual a moralidade é substituída por sexo. (1)


For the Love of Spock: Filho de Leonard Nimoy faz um caça-níquel usando o nome do pai tentando enaltecê-lo como um grande homem, um "Da Vinci" moderno. Mas vemos apenas um pai que não conseguiu educar os filhos (problemáticos e drogados), e que alcançou notoriedade como ator em um único papel no qual não precisava representar – o inexistente Spock é maior que Nimoy. (2)


Free Fire: Boston em 1978, duas gangues se digladiam em um armazém deserto. Indiscriminada matança entre personagens detestáveis. (1)


Hell or High Water: Dois irmão planejam uma série de assaltos contra o banco que está prestes a executar a hipoteca do rancho de sua família, e serão perseguidos por dois Texas Ragers. Bom western moderno com um final grave. Versa sobre família, amizade e escolhas morais. O relativismo moral referente a posição dos irmãos com os bancos não chega a prejudicar o todo. (4)


Here alone: Jovem luta para sobreviver sozinha após uma misteriosa epidemia que matou grande parte da sociedade. Mais um intragável filme de zumbis, e piorado com girl power. (1)


Hunt for the Wilderpeople: Produção neozelandesa dirigida por Taika Waititi. Caçada humana é ordenada a um garoto rebelde e seu tio adotivo que desaparecem na selva. Personagens geram pouca empatia e deixam o enredo sem emoção. (2)


Jason Bourne: Péssima ideia de ressuscitar a saga de Jason Bourne. Roteiro patético e a escolha da ridícula atriz Alicia Vikander num papel protagonista é inexplicável. (1)


La Pazza Gioia: Duas mulheres bem diferentes escapam de uma instituição mental para rodar a Toscana em um carro roubado. Comédia dramática italiana com boas atrizes. (3)


Lion: Menino indiano de cinco anos perdido é adotado por um casal australiano. Vinte-e-cinco anos depois, ele sai em busca de sua família perdida. Melodrama que força a barra para emocionar, mas sem sucesso. (2)


Maigret: Série de televisão com quatro episódios, cada um com um caso do dedicado detetive parisiense Inspetor Chefe Jules Maigret (encarnada por Rowan Atkinson). Boa diversão para os fãs da personagem. (3)


Nerve: Estudante do ensino médio se vê imersa em um jogo online de desafio, onde cada movimento seu começa a ser manipulado por uma comunidade anônima de “observadores”. Tolice teen inassistível. (1)


Nocturnal Animals: Proprietária de uma galeria de arte, traída pelo seu segundo marido, fica abalada com a chegada de um romance manuscrito escrito por seu primeiro marido, que ela não vê há anos. Nocturnal Animals é um lixo abominável. Repleto de linguagem chula, pretensioso, autoindulgente e obsceno. O romance seria a vingança psicológica do débil primeiro marido contra a egocêntrica ex-esposa. O enredo resulta em um sutil ataque esquerdista à sociedade americana. Progressista cuspindo para cima. (1)


Patriots Day: Drama moralmente revigorante sobre o atentado à bomba na Maratona de Boston em 2013. O filme é altamente patriótico e prazerosamente politicamente incorreto. (3)


Personal Shopper: Uma personal shopper em Paris se recusa a deixar a cidade até mediunicamente entrar em contato com seu falecido irmão gêmeo. Sua vida se complicada ainda mais quando uma pessoa misteriosa a contata por mensagem de texto. Tolice fantasmagórica. (2)


Quo vado?: O protagonista teve de berço o privilégio de um emprego garantido como servidor público. Mas um novo governo reformista o força a aceitar o agravamento das suas condições. Sátira italiana sobre o funcionalismo público. É rir para não chorar. (3)


Rage: Assassinato não resolvido liga três pessoas aparentemente não relacionadas em três cidades japonesas diferentes. Longo, monótono, inverosímil e carregado de ideologia progressista. (2)


Raw: Uma jovem, estudando para ser veterinária, desenvolve um desejo incontrolável por carne humana. A diretora e roteirista Julia Ducournau deve ter sérios problemas mentais. (1)


Risen: Drama épico sobre a ressurreição de Jesus Cristo. O filme é bem realizado, com algum suspense, e razoáveis atuações e valores de produção. (3)


Rogue One: A Star Wars Story: Disney expande seu assassinato da franquia Star Wars com muitos efeitos especiais, roteiros terríveis, péssimos atores e muita lacração. (1)


Shin Godzilla: Atuações constrangedoras (destaque negativo para as personagens da diplomata americana Kayoko Ann Patterson e da bióloga Hiromi Ogashira), diálogos aparvalhados, e discussões políticas ginasianas. Um insulto ao Godzilla original de 1954. (1)


Silence: Obra menor de Martin Scorsese, um autodeclarado “lapsed Catholic”. Baseado no confuso romance homônimo de Shûsaku Endô publicado em 1966. Sem nenhum valor teológico, sendo, nas palavras do diretor apenas sobre “a necessidade de crença lutando contra a voz da experiência”. O filme exagera nos esteriótipos, seja dos cristãos japoneses como fanáticos, dos japoneses com sádicos, ou dos jesuítas como mental e espiritualmente débeis. A péssima atuação dos atores protagonistas, Andrew Garfield e Adam Driver, também não ajuda. (1)


Split: Três meninas são sequestradas por um homem diagnosticado com 23 personalidades distintas. Elas tentam escapar antes do surgimento de uma nova e assustadora 24ª. Mais um desastre de M. Night Shyamalan. O que ele quis nos dizer neste filme? Que apenas os que sofrem são virtuosos? Ou pior, que podemos ser o que nós quisermos? E que falar desta mania de deixar o filme inconcluso para forçar uma continuação sem antes prevenir o espectador? (1)


Strangled: Baseado em eventos reais. Thriller psicológico húngaro que se passa na década de 1960, no corrupto mundo político-social da Hungria socialista. O que é mais abominável? Os assassinatos do estrangulador ou os crimes do Estado contra os seus servidores e cidadãos? (3)


The Accountant: O péssimo ator Ben Affleck faz um contador freelancer que trabalhou nas forças armadas e é um gênio matemático. Inverosímil enredo de ação com vingador autista como protagonista. (2)


The Girl on the Train: Divorciada se envolve em investigação de uma mulher desaparecida. Adaptação do romance homônimo de Paula Hawkins. Bobagem feminista estimulando o conflito entre sexos. Moralmente, quase todos os personagens são repugnantes. Além disso, ninguém assume a responsabilidade pelas suas próprias falhas morais, optando, em vez disso, por culpar os outros. (1)


The Girl with All the Gifts: Produção britânica explorando o esgotado filão zumbi. Cientista que vive num futuro distópico embarcam numa jornada de sobrevivência com uma jovem zumbi. Tolice futurista com apelo ecológico e rousseauniano, ou seja, um filme para pré-adolescentes com dislexia. (1)


The Great Wall: Produção chinesa com Matt Demon e dirigida por Yimou Zhang. Ridícula mistura de batalhas medievais, cultura chinesa e ficção científica, com pinceladas anticapitalistas e exaltação ao coletivo. (2)


The Handmaiden: Mulher contratada como criada de uma herdeira japonesa está secretamente envolvida em uma conspiração para defraudá-la. O filme não passa de uma desculpa pornográfica para promover uma agenda esquerdista, feminista radical, sinistra e homossexual. O diretor coreano Park Chan-wook parece ter produzido este lixo para agradar a intelligentzia ocidental. (1)


The Lost City of Z: Baseado na história real do oficial do exército britânico e explorador Percival Fawcett enviando pela Royal Geographical Society numa expedição de dois anos ao território inexplorado da selva entre a Bolívia e o Brasil, onde buscará por três décadas uma mitológica cidade perdida. A obsessão por reconhecimento foi sua desgraça. (2)


The Osiris Child: Sci-fi australiano. Grupo de estranhos deve trabalhar junto numa corrida contra o tempo para salvar uma jovem – e a própria humanidade. Constrangedor. (1)


The Promise: Representação do genocídio da Turquia contra os cristãos armênios em 1914-15. Revelador, comovente e épico. The Promise é uma alerta ao genocídio de cristão que ainda ocorre de forma crescente nos países de predomínio islâmico. (3)


The Red Pill: Documentário sobre o contato da cineasta Cassie Jaye com o obscuro Men’s Right Movement. Uma jornada de autoconscientização do equívoco inerente ao feminismo. (3)


The Salesman: Esposa de casal, atuando em uma produção de Death of a Salesman, é agredida em sua nova casa, levando o marido a buscar o culpado apesar das objeções dela. Pretensioso e lento drama iraniano dirigido por Asghar Farhadi que procura demonstrar como más decisões, por menor que sejam, podem envenenar as relações humanas. (2)


The Shallows: Surfista é atacada por um grande tubarão-branco. Risível power girl. (1)


The Unkown Girl: Produção belga dirigida pelos irmãos Dardenne. Drama insípido que mais parece propaganda pró-invasão de imigrantes. (2)


The Wailing: Suspense sul-coreano. Uma doença misteriosa começa a se espalhar após a chegada de um estranho numa pequena vila. Um policial, envolvido no incidente, é forçado a resolver o mistério para salvar sua filha. Começa bem, mas alonga-se demais e tem final confuso e decepcionante. (2)


The Whole True: Advogado de defesa tenta absolver sua cliente adolescente da acusação de patricídio. Previsível, moroso e mal atuado.(1)


Toni Erdmann: Homemimaturo tenta se reconectar com sua filha executiva. Muitas voltas sem graça para dizer que devemos aproveitar os pequenos bons momentos que a vida oferece. Curiosamente quando a filha finalmente demonstra entrar no espírito da coisa o pai corre para buscar uma máquina fotográfica e não desfruta o momento. Nada mudou. O culto de certos meios a este filme só pode ser explicado pela bobajada anticapitalista, as grosserias sexual ou ainda pela diretora ser uma mulher. (1)


Train to Busan: Pai e filha ficam presos em um trem em alta velocidade durante um surto de zumbis na Coreia do Sul. Mais uma história de zumbis, mais do mesmo com roteiro ruim e atuações risíveis. (2)


Trust WHO: Documentário sobre como a OMS é subserviente aos seus financiadores privados e governamentais. Explora os casos de proteção as usinas atômicas e relações promíscuas com a indústria de tabaco. (2)


Voyage à travers le cinéma français: Documentário com a visão pessoal do cineasta Bertrand Tavernier sobre a produção cinematográfica do seu país. Um tanto pessoal demais. (2)

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