Mr. Jones (2019)



Todos aqueles que estão apenas agora percebendo o nefasto poder destrutivo da imprensa podem constatar em Mr. Jones que este está longe de ser uma novidade deste milênio. Walter Duranty, o premiado correspondente do New York Times em Moscou que escondia deliberadamente o holocausto de ucranianos (Holodomor) perpetrado pela União Soviética nos anos 1932-33, representa a esmagadora maioria dos atuais jornalistas que infestam as redações dos grandes veículos noticiaristas: intelectualmente corrupto e moralmente abjeto.

Podemos ir mais atrás e também recordar as personagens jornalísticas Luciano de Rubempré (Ilusões Perdidas de Balzac) e Georges Duroy (Bel-Ami de Maupassant), e suas peripécias contra os fatos e a verdade. Mas somente com a ideologia marxista é que a mentira ganhou status de virtude.

Como não lembrar do romancista Jorge Amado, famoso empregadinho do Partido Comunista, que após recreativo passeio pelo leste europeu patrocinado pela KGB em 1948-49 escreveu O Mundo da Paz: pouco mais de 400 páginas para descrever sua visão da U.R.S.S. ( e seus países satélites subjugados após a II GG), “onde podemos sonhar sem dormir”. Neste livro, Jorge Amado, provavelmente com o oritimbó umectado, reservou estas palavras para seu pai espiritual Josef Stalin: “E sorrio porque penso que, no Kremlin, êle (Stalin) trabalha incansàvelmente para seu povo soviético e para nós todos, para toda a humanidade, pela felicidade de todos os povos. Mestre, guia e pai, o maior cientista do mundo de hoje, o maior estadista, o maior general, aquilo que de melhor a humanidade produziu.” (O Mundo da Paz, pág. 229, Editorial Vitória – Rio de Janeiro 1952)

Mr. Jones é um bom filme, e serve de recordação da realidade monstruosa por trás do ideário esquerdista e revolucionário.


Filme Nota 4 (escala de 1 a 5)