Forrest Gump (1994)


Correi de tal maneira que o alcanceis. (…) Vós correis bem.” – Epístolas de S. Paulo: Coríntios 9:24 e Gálatas 5:7


Run, Forrest, run!”, e Forrest não parou mais de correr. Mas ele não é o único a correr: Jenny e Dan também passam a maior parte do filme correndo de algo. Jenny foge de seu passado abusivo apenas para cair numa aspiral de mais abuso e exploração sexual, e Dan corre contra o duro obstáculo imposto pelo destino, fugindo de Deus e do mundo, assumindo um comportamento autodestrutivo.


A diferença é que ambos correm fugindo dos outros, enquanto Forrest corre por eles. Como o Bobo da Corte que pode, com suas tiradas satíricas, criticar impunemente o rei, Forrest, através de suas deficiências, desperta em Jenny e Dan a consciência para suas insensatezes e equívocos.

Como um anjo enviando da Providência, Forrest acolhe a aquebrantada e abusada Jenny, trazendo o céu até ela (“You were there, Jenny, you were.” responde Forrest ao desejo de Jenny ter estado com ele diante do estrelado céu vietnamita) – “Não temas, porque eu sou contigo” (Isaías 41:10). E Forrest é instrumento da reconciliação do paralítico e desesperançado Dan com Deus – “Levanta-te, toma a tua cama e anda.” (João 5:9)


Na Queda o homem correu para longe e perdeu o caminho de casa. Para o apóstolo Paulo correr bem não é bater seu oponente, mas correr de forma a carregar os outros até a linha de chegada, trazê-los para nossa verdadeira e eterna morada.

Filme Nota 5 (escala de 1 a 5)

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