Don’t Look Up (2021)



O filme falha como comédia: as piadas e gags são fracas e a maioria dos atores, apesar de alguns bem competentes, não é talhada para comédia.

Porém funciona como sátira do mundo contemporâneo. Diferentemente de outras sátiras como Demolition Man (1993) e Idiocracy (2006) que também zombavam do politicamente correto, da emasculação e da estupidificação da sociedade, Don’t Look Up não precisa projetar uma distopia para estressas nossas atuais mazelas espirituais e intelectuais.

Afinal, a palhaçada do vírus chinês nos últimos dois anos já nos colocou num cenário distópico. Impossível não ver a semelhança da inverossímil campanha de “don’t look up” com os inúteis lockdowns, o uso das insalubres máscaras e a inócua vacinação em massa. Como na vida real, a campanha no filme só foi possível através da combinação de líderes corruptos, mídia ideologicamente comprometida, cientistas gananciosos e, o ingrediente mais importante, uma população desespiritualizada e estupidificada.


O “cancelamento” dos dois cientistas que alertavam para a chegada do asteroide não deixa nada a desejar em comparação a perseguição empreendia contra inúmeros médicos e infectologistas que apresentaram provas contrárias a narrativa relacionada ao vírus chinês imposta através da mídia. No mundo real o Nobel de Medicina Satoshi Omura foi censurado ao mostrar seu estudo da eficácia da ivermectina contra o vírus chinês – na nossa presente distopia, quando o assunto é saúde, a mera palavra de um empresário com interesse em vender vacinas (Bill Gates) vale mais que a pesquisa revisada por pares e publicada de um bioquímico laureado.

E, sem querer ofender as personagens de Don’t Look Up, como não comparar os ineptos e apalermados políticos do filme com o trio desta foto?

No final o filme ainda guarda uma agradável surpresa para uma produção hollywoodiana: a religião, a família e a amizade são valorizados enquanto a diabólica elite globalista é ridicularizada.

Filme Nota 3 (escala de 1 a 5)