Bohemian Rhapsody (2018)


Vice is a monster of so frightful mien As to be hated needs but to be seen; Yet seen too oft, familiar with her face, We first endure, then pity, then embrace.” - Alexander Pope (1688-1744) em An Essay on Man

O badalado Bohemian Rhapsody é um bom filme mas com um grave problema. De positivo temos uma versão (muito) romanceada de uma banda de sucesso contada com ritmo e excelentes cenas musicais. Isso por si só já garante o entretenimento, principalmente aos fãs atuais ou reformados do Queen. As boas atuações e a cuidadosa produção elevam a qualidade do filme, colocando-o entre os melhores de 2018.

E pouco importa as incontáveis imprecisões e distorções históricas, pois se trata de uma produção cinematográfica com o objetivo de entreter e fazer lucro. Hollywood nunca pode ser tomado como fonte histórica, e o enredo de um filme deve ser apreciado por seu próprio mérito.

Mas então onde está problema? Ele atende pelo nome de Jim Hutton. Sem ele na história não haveria problema. A sodomia de Mercury teria sido exibida com a crueza destrutiva do pecado que representa. Mas a romanceada figura de Hutton como um homossexual confiante que ensina a Mercury assumir totalmente sua perversão faz uma indevida apologia à sodomia. Apresenta o pecado que acabou literalmente matando o cantor como tendo sido sua redenção pessoal, reencontro familiar e retomada de proposito de vida, ou seja, uma total inversão de valores.

A cena da aprovação concedida pela família de Mercury ao seu estilo de vida é a pior de todas. Como sempre o amor paternal ou maternal ao filho homossexual é apresentado como aprovação da sodomia, mas qualquer cristão sabe que deve amar o pecador e odiar o pecado. Porém isso nunca é apresentado com suas verdadeiras cores nas telas do cinema.

Intransigência de minha parte? Nunca. Não há trégua no combate ao pecado e aos vícios. O custo é muito alto como podemos observar no nosso dia-a-dia.


Filme Nota 4 (escala de 1 a 5)