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Penca de Filmes de 2022



Seguem curtas anotações sobre alguns filmes lançados em 2022 (notas dos filmes entre parênteses – escala de 1 a 5):


Aftersun: Jovem relembra férias com o pai que, sem ela então notar, disfarçava uma profunda depressão. Pretensioso, e mais chato que filme de férias de primos de segundo grau. Talvez funcionasse se realizado como uma curta-metragem de não mais de quinze minutos, e cortasse o lesbianismo gratuito. (1)


All the Old Knives: Veterano agente da CIA se reencontra em Viena com sua ex-colega e amante. Não é necessário mais que dez minutos para entrever quem é o traidor e imaginar a “reviravolta” final (bem tola por sinal). Enredo repleto de furos e que não resiste em pagar pedágio para assassinos muçulmanos. (2)


Babylon: Ambientado de 1926 a 1934, o filme retrata a transição do cinema mudo para o cinema falado (1927-1929) e o desenvolvimento do Código Hays de (1929-1934). Demasiadamente longo, exagerado, obsceno e deprimente. O final honrando a Golden Age de Hollywood não compensa todo o conteúdo podre anterior. Babylon apenas estressa o sentimento de que a indústria de entretenimento precisa urgentemente de um novo Código Hays que coíba a escalada da obscenidade, da imoralidade (bandidolatria, gayzismo, etc), do politicamente correto, da deturpação da religião, da distorção da história, e da violência gratuita. (1)


Bullet Train: Cinco assassinos a bordo de um trem-bala descobrem que suas missões têm algo em comum. Lutas acrobáticas, matança indiscriminada, efeitos especiais em profusão, personagens patéticas, enredo ridículo e muita lacração. Puro lixo. (1)


Crimes of the Future: Humanos se adaptam a um ambiente sintético, com novas transformações e mutações, onde artista performático apresenta publicamente a metamorfose de seus órgãos. Mais uma pobre realização de David Cronenberg – seu quarto filme ruim desde Eastern Promises (2007). Desta vez a bizarrice de Cronenberg parece exaltar a insanidade transumanista. Repleto de pretensiosas e vazias discussões sobre valor da dor, direito sobre o corpo, e transgressão artística. (1)

Decision to Leave: Detetive investiga a morte de um homem nas montanhas e conhece a misteriosa esposa do morto durante sua obstinada investigação. O esforço do diretor sul-coreano Park Chan-wook em inovar cinematograficamente resultou num filme de enredo implausível, confuso e ridículo. (1)


Emily the Criminal: A endividada protagonista se envolve em golpe de cartão de crédito e no submundo do crime de Los Angeles. Mulher promíscua e com antecedente criminal é incapaz de assumir seus erros e corrigi-los, preferindo ver-se como vítima para justificar uma escalada na criminalidade. Filme amoral que involuntariamente insinua que, por menor que tenha sido seu primeiro delito, nunca se deve perdoar um criminoso. (1)


Eles Estão no Meio de Nós: O documentário mostra a influência da Teologia da Libertação na Igreja Católica, principalmente no Brasil. Mérito por ser a primeira vez que este importante tema é documentado no Brasil. Realização de Bernardo Küster e Viviane Princival. (3)


EO: Como a mitológica Io, o burrico desta história é forçado a vagar pela Europa, enfrentando diferentes situações. Talvez o diretor tenha tentado trazer um panorama crítico do momento europeu através do olhar testemunhador e neutro do animal, como os problemas criados pelos fanáticos por direitos dos animais e o suicídio europeu com a imigração desenfreada. Mas, apesar de algumas belas imagens, este possível intento não se concretiza e o filme não empolga. (2)


Everything Everywhere All at Once: Imigrante chinesa de meia-idade é arrastada para uma aventura insana na qual só ela pode salvar a existência explorando outros universos e se conectando com as vidas que poderia ter levado. Palhaçada infantojuvenil que prima pela grosseria e fracassadas tentativas de humor – e tudo na tentativa de sublimar a mazela homossexual. (1)


Fresh: Depois de abandonar os aplicativos de namoro, uma mulher conhece o homem supostamente perfeito e aceita seu convite para um fim de semana romântico. Que dizer de um roteiro sobre uma jovem capturada por um psicopata que consome e vende a carne de suas vítimas? Os filmes de terror seguem sofrendo da lei de rendimentos decrescentes e estão cada vez mais grosseiros, absurdos e wokes. (1)


Jurassic World: Dominion: Quatro anos após a destruição da Ilha Nublar, os agentes da Biosyn tentam rastrear Maisie Lockwood, enquanto a Dra. Ellie Sattler investiga um enxame de insetos gigantes geneticamente modificados. O filme anterior da franquia já fora um desastre: um libelo anticapitalista para adoradores de Gaia. Agora repetem a dose com lacração racial e sexual. Um desastre. (1)


Kimi: Agorafóbica técnica em tecnologia descobre evidências de um crime. A péssima atriz Zöe Kravitz é incapaz de protagonizar um filme. Quer explorar o lockdown imposto durante a palhaçada do vírus chinês, mas descamba na agorafobia. Festival de lacração e inversão de valores. Dirigido por Steve Soderbergh. (1)


Spiderhead: Num futuro próximo, é oferecida aos condenados a oportunidade de reduzirem suas penas ao voluntariarem-se como cobaia para experimentos médicos. História absurda e mal construída usando o chavão de experimentos em presidiários. Impossível relacionar-se com qualquer uma das ridículas personagens, principalmente as inseridas para representar supostas minorias. (1)


Sisu: Ex-soldado descobre ouro na região selvagem da Lapônia mas depara-se com soldados nazistas. Nada de novo. Herói com força sobre-humana, bandidos caricatos para justificar a matança, muito sangue, e uma lacradinha feminista. (1)


Speak No Evil: Família dinamarquesa visita família holandesa que conheceu nas férias. O que deveria ser um fim de semana idílico começa lentamente a desmoronar à medida que os dinamarqueses tentam permanecer educados diante de situações incômodas. Dirigido pelo dinamarquês Christian Tafdrup. Terrorizante sátira social que desnuda a presente fragilidade humana diante do Mal, fruto de uma sociedade emasculada, empesteada de bom-mocismo acovardado e apodrecida pelo politicamente correto. Vemos o casal vítima reagindo timidamente aos ataques sofridos, sendo facilmente iludido a recuar quando esboça alguma reação, até a completa prostração no caminho do matadouro – adequada descrição da presente sociedade diante do Poder (vide o engodo do vírus chinês). A certa altura do filme o homem moderno pergunta “por que você está fazendo isto com agente?” e o Mal responde “porque vocês deixaram” – profético, infelizmente. (3)


The Banshees of Inisherin: Dois amigos de longa data encontram-se num impasse quando um deles termina abruptamente a relação. Fracassada tentativa de tragicomédia de humos negro tentando alegoricamente associar a falta de sentido no rompimento entre dois amigos com a fratricida guerra civil irlandesa de 1922-23. O filme é badalado pelas atuações e locações, mas ambas não bastam para salvar o desastre. (2)


The Contractor: Sargento dispensado das Forças Especiais arrisca tudo por sua família quando se junta a uma organização privada. Trama mal urdida, vago demais. De positivo apenas a insinuação de que uma certa elite provocaria uma epidemia visando lucro e poder. (2)


The Fabelmans: Jovem aspira se tornar um cineasta ao chegar à adolescência, mas logo descobre um segredo de família devastador e explora como o poder dos filmes pode ajudá-lo a ver a verdade. Monótono e melodramático filme autobiográfico de Steve Spielberg. Impossível relacionar-se com qualquer personagem, principalmente com a adultera mãe da personagem principal, uma das figuras mais detestáveis que passou pela tela nos últimos anos. A única parte que vale a pena é a fidedigna representação do real encontro do jovem Spielberg com o grande diretor John Ford. (2)


The Menu: Casal viaja a uma ilha remota para comer em um restaurante exclusivo. Protagonizado por atriz limitadíssima (Anya Taylor-Joy), que, apesar de fisicamente feia, faz papel de uma escort girl (a indústria de entretenimento perdeu o senso estético). Poderia ser uma sátira aos exageros do mundo gourmet, mas o roteiro não faz sentido, restando apenas uma série desconexa de absurdos. (1)


The Outfit: Experiente alfaiate tenta ludibriar perigosos mafiosos para sobreviver a uma noite fatídica. Thriller de reviravoltas um tanto previsíveis com exceção dos últimos minutos de surpresas desnecessárias e exageradas. (2)


The Unbearable Weight of Massive Talent: O astro de cinema Nick Cage assume suas personagens icônicas enquanto está preso entre um superfã e um agente da CIA. Tolice com pretensão metalinguística. (1)


Ultraman Shin: Após a morte acidental de um humano durante uma batalha, Ultraman assume a aparência da vítima e se posiciona no Protocolo de Supressão de Espécies Classe S para proteger a Terra de novas ameaças. Segundo filme da trilogia revivalista de antigos tokusatsu dirigidos por Hideaki Anno e Shinji Higushi. Consegua apenas ser menos ridículo do que Shin Godzilla (2016). (1)

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