O aberrante casamento gay



A recente aprovação do casamento gay na Argentina representa apenas mais um dos inúmeros sinais do já avançado estágio de putrefação da humanidade. Cada vez mais o homem se afasta de seu status ontológico a se bestializa. Muito antes do casamento civil havia o casamento religioso e antes deste o próprio ato sexual. Este sim fato concreto ao passo que os demais são doutrinas e leis posteriores. Ato sexual cujo significado e potencial em muito se distância dos dias atuais. Momento em que se extrapola o aspecto físico, em que há interação de duas linhas genéticas, carregada desde a aurora dos tempos, com o potencial de criar uma nova vida. Momento em que se dá uma quase total suspensão da atividade mental e aumento da percepção direta, onde finalmente pode-se dar o encontro de duas almas imortais, de duas pessoas inteiras. Momento que o tempo parece parar, onde há uma ampliação da experiência e um real conhecimento da outra pessoa. Não é outro o sentido de “Abraão conheceu Sara”. Mas o homem esqueceu-se disso, esqueceu sua condição ontológica, esqueceu seu potencial. Esqueceu o sentido filosófico de “perfeição”, que em grego nada mais era do que “do jeito que tinha que ser”, ou ainda “plenamente realizado”, ou seja, cumprir sua missão ontológica, cumprir sua natureza. O ser humano é dual, homem e mulher se complementam para sua inteireza e dar seguimento a humanidade. O Sol e a Lua, ação e paixão, conhecimento e especulação, razão e intuição, coração e cérebro, essência e substância, forma e matéria. O casamento entre homem e mulher é “perfeito”. Porém o processo de destruição é inexorável. Primeiro perdeu-se o sentido do ato heterossexual. Banalizado, restringiu-se ao prazer vazio, sem seu significado maior. Virou coisa corriqueira estimulado por preservativos e métodos anticoncepcionais. E se estes falharem basta abortar a criança ainda no ventre da mãe assassina. Depois involuiu na inclusão da promiscuidade homossexual, com seus adeptos vangloriando-se de praticarem mais de uma dezena de atos numa mesma noitada. Animais copulando sem sentido. Agora o significado do casamento também esvaísse. Não bastasse o mercado do divórcio, eis que prolifera a aberrante união gay. A tensão entre o certo e o errado, entre a virtude e o vício é própria da natureza humana. Mas o homem, criado a semelhança de Deus, parece ter desistido de ascender e prefere chafurdar nos próprios dejetos.

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