Biblioteca (Tântalo) de Apolodoro de Atenas




Personagens Principais Tântalo – filho de Zeus e Pluto (filha e Crono ou Atlas), rei da Frígia

Personagens Secundárias Pélops – filho de Tântalo

Interpretação Convidado dos deuses, Tântalo prova do alimento divino: néctar (espiritualização – verdade) e ambrosia (sublimação – amor). Em contrapartida serve aos deuses sua própria perversão (representada por seu filho – Pélops). Todo o homem em estado de elevação vaidosa (hübrys) considera suas qualidades perversas como sublimes – Tântalo oferece aos deuses sua perversão esperando que possa ser tomada como sublimidade.

É a revolta fútil contra a condição humana: sacrifica seu “filho”, os desejos naturais. Porém não sacrifica o espírito perverso (soberba) em si mesmo, mortifica somente a carne – apresenta aos deuses a carne (os desejos corporais – filho do homem) ao invés de sua alma purificada (filho de deus). Somente Deméter (símbolo do desejo terrestre) deixa-se enganar, mas logo reconhece a perversão naquele desejo e o refuto. Zeus restaura a ordem da natureza restaurando o “filho do homem” – o desejo natural (Pélops ressuscita).


Tântalo apresenta-se vivendo somente a satisfação de seus desejos corporais, mas seu pior crime é a soberba (hübrys), que o levará a queda definitiva.



Notas

  • Os mitos gregos são bem descritos na Biblioteca de Apolodoro de Atenas (morreu depois de 120 a.C.). Porém há indicações de que este livro tenha sido escrito entre os séculos I e II d.C..

  • O simbolismo do “filho do homem” são os desejos corporais, que o acorrentam à terra, desejos terrestres.

  • O homem deve lutar contra suas tendências perversas e desenvolver suas qualidades. Os deuses simbolizam as qualidades idealizadas do homem. Nos mitos os deuses lhe emprestam armas (as qualidades humanas) para combater os monstros (as perversidades humanas) na batalha por sua alma.