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Tár (2022) & Todd Field (1964- )



Implacável crítica à patologia do identitarismo e seu consequente vitimismo. A cena onde Lydia Tár ensina alunos da Juilliard (em uma só tomada sem cortes) explicita a degradação intelectual e espiritual provocada pelo identitarismo, e a enfermidade anímica do homossexualismo é escancarada na insaciável luxúria da protagonista. E ao final temos a inexorável autofagia do progressismo.

O filme também traz o interessante debate sobre os dois momentos da criação musical, na composição e na execução. E a direção de Todd Field nos leva a tudo isso através de um roteiro surpreendente, seguindo apenas as percepções da protagonista magistralmente interpretada por Cate Blanchett.

Este é o terceiro filme dirigido por Todd Field em duas décadas. Ambos demais valem a pena ser vistos: Little Children (2006) nos fala da crescente imaturidade da sociedade e da sua resultante incapacidade de lidar com as vicissitudes da vida; e In the Bedroom (2001) debate a leniência jurídica e as nefastas consequências da falta de reparação que ela provoca.



Filme Nota 5 (escala de 1 a 5)



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