O número de óbitos relacionados ao COVID-19 e a histeria



Divulgar apenas o número de mortos relacionados ao vírus chinês, sem nenhuma relação com outros dados, só serve para criar histeria e, consequentemente, aumentar o consumo de mídia e, muito pior, facilitar o avanço do Estado sobre as liberdades individuais.


Por isso vale a pena comparar este número com alguns outros:


Hoje (19/04/2020) o mundo chega a 165 mil mortes atribuídas ao vírus chinês desde o início da pandemia em dezembro do ano passado, ou seja, há mais de 120 dias. Parece muito e preocupante, porém perde impacto quando lembramos que (a) 165 mil é o total médio de mortes que o mundo apresenta por dia, e (b) a maioria esmagadora de vítimas do vírus chinês são idosos que já apresentavam outras enfermidades avançadas.


Ontem o Brasil totalizou 2.347 mortes associadas ao vírus chinês desde o primeiro caso de óbito em 23/01/2020. É muito? Em média morrem diariamente no Brasil mais de 3.800 pessoas por diferentes causas. E no período desde o primeiro óbito acima se estima, pela média do ano passado, que quase 10 mil pessoas foram assassinadas no Brasil.


Também chama atenção o uso político do atual vírus chinês no Brasil (Dados SUS 18/04/2020 abaixo):


Os estados de SP, RJ e CE (cujos governadores cobiçam a presidência em 2022) correspondem a 34% da população brasileira e apresentam 59% dos casos e 66% dos óbitos relacionados ao vírus chinês. Isso é muito estranho, mas ajuda a entender os relatos de fraude no diagnóstico e determinação de causa mortis que surgem em todo país.


No estado do Amazonas temos 2% da população brasileira, mas 5% dos casos e 7% dos óbitos relacionados ao vírus chinês. É o mesmo estado onde médicos petistas assassinaram 11 pacientes na tentativa de desacreditar a hidroxicloroquina. Isso não é coincidência.


Assim, os estados de SP, RJ, CE a AM detêm 36% da população brasileira, mas mais de 73% dos óbitos relacionados ao vírus chinês. Há algo muito errado e criminoso nesta história.

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