O Império Ecológico de Pascal Bernardin


A tentativa de encontrar um tema global para “unir” a sociedade começa com a ameaça nuclear. Mas esta tem impedimentos intrínsecos para uma união global. Porém já dá um primeiro passo no imaginário popular. Outras tentativas:

  1. Ameaça extraterreste (fenômeno dos OVNIs) – provou-se pouco crível, de difícil venda.

  2. Superpopulação e esgotamento dos recursos naturais / falta de alimento – perde impacto imaginativo após a Revolução Verde, mas será reaproveitada dentro do apelo ecológico.

  3. Ecologia – com diversos apelos: a. Buraco da camada de ozônio (causa antropogênico) – primeiro grande sucesso em enganar a população. b. Efeito estufa (primeiro ataque ao coração da economia - combustível fóssil). c. Fim da água potável. d. Destruição de espécimes animal e vegetal (apelo animal é emocionalmente poderoso). e. Aquecimento Global (hoje rebatizado de Mudança Climática depois que as temperaturas mundiais começaram a cair).

Ecologia será a base da ideologia fundadora da nova sociedade, da nova civilização.



A Perestroika era fundamental para conquistar este engajamento global – era preciso acabar com a bipolaridade entre Democracia e Comunismo. Ver o discurso de Andrei Sakharov: Sakharov Parle (1974) e La Liberté Intellectuelle en URSS (1976) preparando o terreno. Os soviéticos estiveram sempre presentes no alardeio do inverno nuclear, do buraco na camada de ozônio e no do efeito estufa – até antes da Perestroika através de falsos dissidentes.

O problema ecológico envolve todos os aspectos humanos e justifica "soluções" a serem aplicadas em todos os setores. A ecologia funciona como o objetivo global que une todos os povos, e o tema permite introduzir ações não aversivas. A construção da nova civilização demanda que tenhamos uma visão holística do mundo, e não local (o exemplo alegórico do bater de asas de uma borboleta na teoria do caos que por sua vez empresta falsa aparência cientifica ao discurso ecologista).

Com a desculpa ecológica e o "nobre" objetivo de "salvar a humanidade" será preciso criar uma nova sociedade (reengenharia humana) onde:

  1. Nações independentes cedem espaço para o governo global.

  2. O desequilíbrio na distribuição de riqueza é reduzido transferindo capital e tecnologia dos países ricos aos pobres (equiparação para baixo – transferência de fábricas, empréstimos a fundo perdido, linhas de crédito facilitadas, World Bank, Inter American Bank, crédito de carbono, taxação – ver Agenda 21).

  3. Uma moral e costume universal serão criados (fomento do politicamente correto).

  4. Religião será sincretizada no panteísmo (do amor de Cristo ao culto a terra).

  5. Crescimento populacional será controlado (feminismo, aborto, gayzismo).

  6. Cidadãos serão desarmados e forças militares concentradas nas mãos da ONU.

A mídia, a indústria de entretenimento, as ONGs e as escolas têm um papel fundamental na mudança de comportamento das pessoas (nova moral e nova ética). São vistas como subsistemas acionados para engajar as pessoas sem que percebam o esquema. Uma nova moral se impõe. Novos valores. Da tese cristã e a antítese niilista surge a síntese libertária e esquerdista. A nova moral não é mais imposta por Deus, mas sim pelo Estado, e ela deve ser universal. Também é instrumento para minar e destruir as atuais religiões, principalmente a judaico-cristã.

A pedra angular será uma nova religião panteísta criada como subsistema para transformar as demais religiões (outros sistemas) visando o efeito global procurado. Ela é formada em substituição a filosofia grega e moral judaico-cristã. O homem passa do ser feito a semelhança de Deus e senhor dos recursos da terra para apenas mais um ser sobre o planeta. Todos os seres possuem alma e devem ser venerados. Os animais têm direitos iguais aos do homem. Através do culto a terra espera-se a criação de uma nova espiritualidade global, para todos. Alguns grupos podem conservar características distintas, mas todos convergirão ao culto da natureza.

Exemplo de Instrumentos na formação da nova moral:


  • Pacifismo (desarmamento / emasculação).

  • Diversidade (desarmar conflitos e facilitar o controle da população - realizar a unidade da diversidade).

  • Aborto e eutanásia revestidos como direitos.

  • Homossexualismo e pedofilia (destruição de valores e da família).

  • Métodos anticoncepcionais (liberação sexual, destruindo valores e rebaixando o ser humano).

  • Feminismo (expansão da força de trabalho e destruição da família).

  • Divórcio (destruição da família).

A destruição da família atomiza o homem, deixando-o presa fácil para o Estado. Observa-se o movimento de convergência "espiritual" e moral como caminho para a "paz". Eliminação de diferenças. O pensamento comum é a morte da individualidade. Ver Towards A Global Ethic, An Initial Declaration - Parliament of the World's Religions (1993).

Plano Econômico:

Nivelamento entre os países ricos e os pobres:

  1. transferência de capital e tecnologia

  2. administração da terra e da exploração dos recursos (regido por normas)

  3. deslocamentos de fábricas (para isso usa regras restritivas distintas por país)

  4. livre mercado (defendido por Marx) - regras distintas por país

  5. aplicação de taxas (ver Agenda 21) - forma direta de gestão

  6. novos indicadores econômicos visando propaganda (e.g. Gini, IDH)

Sequência de Outros Documentos Chave:

Report from the Iron Mountain - Leonard C. Lewin (1967) - livro falso mas que difundiu uma mensagem (sugerido por Victor Navasky)

To Prevent a World Wasteland - George F. Kennan (1970) - ligado ao CFR

Conferência de Estocolmo (1972) - reunião da ONU

Limit to Growth - Donella H. Meadow et al. (1972) - documento do Club of Rome

Six Billion People, Demographic Dilemmas - Geroges Tapinos e Phyllis T. Piotrow (1978) - documento encomendado pelo CFR

The Secret Constitution - Arthur S. Miller (1987) - encomendado pela fundação Rockefeller

Our Common Future - G. H. Brundtland et al. (1987) - documento da ONU

Beyond Interdependence - Jim MacNeill et al. (1991) - documento da Trilateral Commission

The First Global Revolution - Alexander King and Bertrand Schneider (1991) - documento do Club of Rome

Discurso de Michel Rocard no Rio 92 - membro do grupo Bilderberg

Declaration of Rio & Agenda 21(1992) - reunião da ONU

Ethics & Agenda 21 - Noel J. Broen et al. - documento da UNEP (United Nations Environment Programme)

Our Global Neighborhood (1995) - documento da ONU produzido pela comissão de Global Governance


Base Teórica: Ordo ad chao (ordem desde o caos) – dito maçônico

A Teoria do Caos trata de acontecimentos de difícil previsão. Diz ser necessário agir sobre suas variáveis visando o resultado desejável, usando para isso seus mesmos princípios de incerteza. Transmite a ideia de que a “comunidade científica” consegue entender coisas que não são mais explicáveis aos cidadãos que devem apenas escutar e obedecer.

A mídia nos leva a considerar apenas os problemas sistêmicos, o indivíduo desaparece da equação. Todas as variáveis de um sistema qualquer interagem tão intimamente com as demais variáveis que não é mais possível separar causa e efeito. Uma mesma variável pode ser causa e feito ao mesmo tempo. Demanda por visão e solução holística, global.

Mas não seria o problema justamente o indivíduo? O estado de alienação das pessoas é o real problema. Temos que combater o desequilíbrio interno do homem. É uma luta individual, mas que traria alento coletivo. O enfoque coletivo não ataca o problema, ao contrário, o agrava e termina por escravizar o indivíduo. Não dá para fazer a sociedade melhor de homens cada vez piores.)

A Teoria dos Sistemas preconiza a divisão de um sistema em vários subsistemas e suas inter-relações, mas sem perder a visão do todo. Problemas sistêmicos exigem uma abordagem global para problemas reais ou imaginários.

Estas teorias funcionam como ferramentas midiática e política.