Le Nouvel Art de la Guerre de Gérard Chaliand & La Guerre Asymétrique de Jacques Baud



Anotações de ambos os livros que versam sobre a guerra irregular e assimétrica:


A essência da guerra é subjugar o outro a sua vontade (Clausewitz). A guerra consiste-se de usar a força para alcançar um objetivo político.


Conceito de guerra irregular é evitar a batalha, característica da guerra regular. Hoje a guerra se dá em outro campo, com o embate entre exércitos sendo substituído pelas forças não convencionais (e.g. terrorismo). Mas o objetivo segue sendo o mesmo, conquistar uma determinada posição política, só que agora a disputa se dá no campo cultural através da propaganda, da tomada de iniciativa e da des-legitimação do adversário. A luta de informação torna-se vital na modelagem das percepções e, consequentemente, na conquista da opinião pública. (a foto acima é uma peça de PR – o inimigo envia crianças para atirarem pedras nos tanques para tirar fotos e enviar para a mídia internacional)


A maior globalização do mundo favoreceu este processo. O avanço nas comunicações encurtou tempo e espaço, e consolidou-se (através da concentração) em instrumento de manipulação e transformação social.


A guerra tornou-se uma batalha de percepção e legitimidade, onde a força militar terá pouca importância.


Etapas no processo da guerra ao longo do tempo: (a) nobres comandando força constituída de mercenários, (b) da Revolução Francesa (conscrição obrigatória) até a II Grande Guerra (todos são envolvidos diretamente na guerra) temos a guerra “em excesso” (neste intervalo temos as guerras coloniais onde já se nota que a vitória militar não significa a derrota do vencido), (c) depois a Guerra Fria onde os polos não engajam em conflito, e (d) atualmente predominam as guerras irregulares.


Guerrilha: até Mao Zedong era uma técnica de resistência e transforma-se em técnica de conquista do poder, onde a política – legitimidade aos olhos da sociedade e angariação de simpatizantes – é mais crucial que a força.


Terrorismo: de cunho eminentemente político, como forma de conquista de poder. Nos anos 62-63 na Venezuela a FALN (Forças Armadas de Libertação Nacional) inspiram-se em Carlos Marighella e sua campanha insurrecional de "matar um policial por dia".


Violência em três dimensões:

  1. Violência organizada (crime organizado)

  2. Violência individual

  3. Violência social (conflitos de dimensão ideológica, religiosa, étnica ou cultural – movimentos sociais, terrorismo)

As violências organizada e social podem integrar-se (e.g. FARCs), assim como ambas podem fazer uso de indivíduos violentos (e.g. Adélio Bispo de Oliveira contra Jair Bolsonaro).

Quão bem preparadas estão as nossas forças (armadas e policiais) para combater esta violência?


Terrorismo adota muitas formas quanto ao método empregado:

  1. Super-terrorismo – emprega armas de grande destruição

  2. Terrorismo químico

  3. Bioterrorismo

  4. Terrorismo nuclear

  5. Cyber-terrorismo

O terrorismo também pode ser de carácter nacional, internacional ou transnacional.


Uma estratégia de defesa se desenha com a definição de:

  1. Objetivos

  2. Recursos

  3. Métodos

Para definir o objetivo é preciso conhecer o centro de gravidade do inimigo quanto aos seus fatores críticos de sucesso, funções críticas, recursos críticos e vulnerabilidades críticas. O centro de gravidade é seguido em importância pelos pontos decisivos e pontos nevrálgicos.



A essência da guerra assimétrica é converter a força superior do adversário em sua debilidade. Para isso se fará uso da manipulação da opinião pública. Assim busca-se infligir uma dor para provocar uma super-reação do adversário e depois distorcer esta reação na mídia.


Formas de guerra assimétrica:

  1. Não violência – forma utilizada por Ghandi para tornar a superior força britânica inútil.

  2. Violência politica – exemplo do Black Bloc, utilizando a violência e escondendo-se atrás de movimentos de não-violência. Busca também fabricar mártires.

  3. Terrorismo – este pode ser (a) irracional, normalmente e caráter individual; (b) racional, impetrado pelo crime organizado ou guerrilhas de resistência; (c) anti-estado (de direita ou esquerda); ou (d) religioso / místico.

Estamos em guerra no Brasil? Sim. (texto escrito em 2012):


  1. O governo está tomado por um partido que opera internacionalmente (Foro de São Paulo) visando a destruição da integridade nacional com a criação dos Estados Unidos da América do Sul (refinarias da Petrobrás na Bolívia, revisão do acordo de Itaipu com o Paraguai, mão frouxa no Mercosul, investimentos do BNDS na Venezuela e Cuba, calote do Equador no BNDS, investimentos a fundo perdido em aparelhos regionais de cunho ideológico – UNASUL, Banco del Sur, Petro Sur, Telesur).

  2. Outros movimentos globalistas também atentam a nossa integridade territorial como tipificado nos casos das reservas indígenas (a farsa Ianomâmi denunciada pelo Coronel Menna Barreto, reserva Raposa do Sol).

  3. Movimentos como MST e MTST, ataque sobre a propriedade privada, subversão da ordem.

  4. Ataque a família e a capacidade intelectiva: aborto, gayzismo, sex lib. Ensino, mídia e indústria de entretenimento com distinto viés ideológico.

  5. Fomento ao caos e pouco valor a vida: leniência com o narcotráfico – 50 mil assassinatos por ano. Falência do aparato policial (polícias descoordenadas, mal treinadas, mal equipadas, falta de plano de carreira, má remuneração, corporativismo), do aparato judicial (garantismo penal, moroso, corrupto, leis inapropriadas) e aparato correcional (banditismo manda dentro dos presídios, escola de crime, insuficiente e custoso).

  6. Revisionismo histórico (guerra de informação) – abertura dos arquivos da contrarrevolução de forma filtrada (Comissão da Verdade) – livros didáticos, voltados a guerra cultural, repletos de mentiras e distorções.

  7. Exército e polícias totalmente despreparados para enfrentar a inimigo, aparentemente nem conseguindo enxergar estarem no meio de uma guerra.